Reabilitação Cardiopulmonar e Medicina do Esporte

 

No dia 11 de dezembro de 2004, a Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica promoveu o curso Reabilitação Cardiopulmonar e Medicina do Esporte, coordenado pelos médicos Abrão José Cury Junior (na foto, à esquerda) e Carlos Alberto Hossri (na foto, à direita). O curso contou com Médicos, Fisioterapeutas, Educadores Físicos, Estudantes de Medicina e profissionais da saúde em geral.

 

Os profissionais da saúde discutiram o fim do tempo no qual se recomendava aos pacientes infartados, com doenças cardíacas, ou que passaram por cirurgia cardíaca que ficassem em repouso absoluto e, mesmo após a alta hospitalar, evitassem esforços, como carregar peso e, até mesmo, fazer sexo.

 

“Hoje, com a orientação e o acompanhamento de médicos, fisioterapeutas e educadores físicos, começando já na UTI do hospital, o paciente pode iniciar uma série de exercícios físicos, fundamentais para melhorar sua saúde, recuperar a qualidade de vida e retomar as atividades normais”, alerta o dr. Abrão José Cury Jr, diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

 

A Organização Mundial da Saúde define Reabilitação Cardiopulmonar como atividades necessárias para assegurar, da melhor maneira possível, as condições físicas, mentais e sociais do cardiopata, possibilitando seu retorno à comunidade e proporcionando vida ativa e produtiva.

 

Inicialmente, o objetivo é evitar as complicações causadas pelo fato de ficar deitado, como trombose venosa, embolia pulmonar, atrofia dos músculos e diminuição dos volumes e das capacidades pulmonares. Porém, o principal objetivo da atividade física é readaptar o paciente às suas atividades diárias e com a equipe multidisciplinar orientá-lo quanto à prevenção dos fatores de risco das doenças cardiovasculares, como hipertensão, obesidade, sedentarismo, fumo, diabetes e colesterol elevado.

 

Depois da alta hospitalar, a equipe continua acompanhando o paciente, estimulando a fazer exercícios e a participação em programas integrados, supervisionados por educadores físicos. A realização dos exercícios tem um efeito psicológico positivo porque anima o paciente e mostra que pode retomar sua vida normal.