Os profissionais da saúde discutiram o fim do tempo no qual se recomendava aos pacientes infartados, com doenças cardíacas, ou que passaram por cirurgia cardíaca que ficassem em repouso absoluto e, mesmo após a alta hospitalar, evitassem esforços, como carregar peso e, até mesmo, fazer sexo.
“Hoje, com a orientação e o acompanhamento de médicos, fisioterapeutas e educadores físicos, começando já na UTI do hospital, o paciente pode iniciar uma série de exercícios físicos, fundamentais para melhorar sua saúde, recuperar a qualidade de vida e retomar as atividades normais”, alerta o dr. Abrão José Cury Jr, diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
A Organização Mundial da Saúde define Reabilitação Cardiopulmonar como atividades necessárias para assegurar, da melhor maneira possível, as condições físicas, mentais e sociais do cardiopata, possibilitando seu retorno à comunidade e proporcionando vida ativa e produtiva.
Inicialmente, o objetivo é evitar as complicações causadas pelo fato de ficar deitado, como trombose venosa, embolia pulmonar, atrofia dos músculos e diminuição dos volumes e das capacidades pulmonares. Porém, o principal objetivo da atividade física é readaptar o paciente às suas atividades diárias e com a equipe multidisciplinar orientá-lo quanto à prevenção dos fatores de risco das doenças cardiovasculares, como hipertensão, obesidade, sedentarismo, fumo, diabetes e colesterol elevado.
Depois da alta hospitalar, a equipe continua acompanhando o paciente, estimulando a fazer exercícios e a participação em programas integrados, supervisionados por educadores físicos. A realização dos exercícios tem um efeito psicológico positivo porque anima o paciente e mostra que pode retomar sua vida normal.